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· Redação PNAB-DF

Comunidades tradicionais e de terreiro: cultura, fé e resistência

Terreiros e comunidades tradicionais guardam saberes, músicas, danças e modos de vida. Respeitar e apoiar essa cultura é dever de todos.

Capa da matéria: Comunidades tradicionais e de terreiro: cultura, fé e resistência

Os terreiros de matriz africana e as comunidades tradicionais são espaços de fé, mas também de cultura, memória e organização comunitária. Neles, são preservados cantos, toques de tambor, danças, línguas, culinária, conhecimentos sobre plantas e formas de convivência que atravessaram séculos de resistência. No Distrito Federal, essas comunidades estão presentes em diversas regiões administrativas.

Patrimônio vivo

As comunidades de terreiro são guardiãs de uma parte fundamental da cultura brasileira. Muitas expressões que hoje fazem parte da identidade nacional, na música, na dança, na culinária e nas festas, têm raízes nesses espaços. Além disso, os terreiros costumam desenvolver ações sociais e educativas, acolhendo pessoas e fortalecendo vínculos comunitários.

O mesmo vale para outras comunidades tradicionais, como quilombolas, ciganas, extrativistas e de outros grupos que mantêm modos de vida e saberes próprios, ligados ao território e à ancestralidade.

Respeito e enfrentamento ao racismo religioso

Comunidades de terreiro ainda enfrentam preconceito, intolerância e violência. O racismo religioso é uma realidade que ameaça não só a liberdade de crença, garantida pela Constituição, mas também a preservação de um patrimônio cultural inestimável. O Estatuto da Igualdade Racial, Lei nº 12.288/2010, reconhece o direito ao livre exercício dos cultos de matriz africana e prevê a proteção dessas tradições.

  • A liberdade de crença é um direito constitucional.
  • As tradições de matriz africana são parte do patrimônio cultural brasileiro.
  • Combater o racismo religioso é responsabilidade de toda a sociedade.

Proteger as comunidades de terreiro e tradicionais é proteger saberes que ajudaram a construir o Brasil e que seguem vivos no presente.

Caminhos no fomento cultural

Os editais da PNAB-DF contam com ações afirmativas, e o regulamento de cada edital indica quais grupos são contemplados, o que pode incluir povos e comunidades tradicionais. A Política Nacional de Cultura Viva, instituída pela Lei nº 13.018/2014, também é um caminho importante, por reconhecer iniciativas culturais comunitárias que já atuam nos territórios.

Projetos ligados a comunidades de terreiro e tradicionais podem envolver, por exemplo, registro de memória, oficinas de percussão e dança, publicações, festas, rodas de conversa e ações de educação para o respeito à diversidade religiosa. É fundamental que essas iniciativas sejam conduzidas pelas próprias comunidades, ou construídas em parceria com elas, respeitando o que pode ou não ser tornado público.

Os editais da Cultura Viva do Ciclo 2 estão com inscrições abertas até 26 de outubro de 2026, com oportunidades para Pontos de Cultura (R$ 150 mil cada), Pontões e prêmios de R$ 40 mil (com CNPJ) e R$ 20 mil (sem CNPJ).

Dicas para comunidades proponentes

  • Verifique as regras de ação afirmativa e os documentos exigidos em cada edital.
  • Apresente as atividades culturais e comunitárias que a casa já realiza.
  • Defina com a comunidade o que pode ser registrado e divulgado.
  • Procure o SAC para tirar dúvidas antes do fim do prazo.

Ficou com alguma dúvida? Fale com a equipe da PNAB-DF pelo e-mail sac@pnabdf.org.br ou pelo WhatsApp (61) 99196-9207. Editais, regulamentos e inscrições ficam reunidos no portal portal.pnabdf.org.br.

Fontes e referências