Brasília foi inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1987, reconhecida pelo valor de seu projeto urbanístico e de sua arquitetura modernista. Mas o patrimônio do Distrito Federal não se resume a monumentos e prédios. Ele também está nas histórias de quem chegou para construir a capital, nas cidades que nasceram ao redor dela, nas festas, nos saberes e nas memórias que passam de geração em geração.
Patrimônio material e imaterial
Quando falamos em patrimônio cultural, falamos de duas dimensões que se complementam:
- Patrimônio material: edificações, conjuntos urbanos, sítios históricos, acervos, objetos e documentos.
- Patrimônio imaterial: saberes, celebrações, formas de expressão, ofícios e lugares onde se concentram práticas culturais coletivas.
No DF, os dois convivem. Há o traçado urbano do Plano Piloto e os edifícios modernistas, mas há também as festas tradicionais, as rodas de música, os modos de fazer artesanais e as memórias das famílias que vieram de todas as regiões do Brasil.
A memória de quem construiu a cidade
A história de Brasília costuma ser contada a partir de seus projetistas e governantes. Mas a cidade foi erguida por milhares de trabalhadoras e trabalhadores que chegaram de diferentes partes do país. Suas histórias, muitas vezes, ficaram de fora dos livros. Registrar essas trajetórias é uma forma de ampliar a memória coletiva e reconhecer a contribuição de todas as pessoas que fizeram o DF existir.
O mesmo vale para as regiões administrativas, cada uma com sua história de ocupação, de luta por moradia e de construção comunitária. Algumas, como Planaltina e Brazlândia, guardam memórias ainda mais antigas, anteriores à inauguração da capital.
Preservar a memória é garantir que as próximas gerações saibam de onde vieram e se reconheçam na história da cidade.
Como projetos culturais podem contribuir
Iniciativas apoiadas por editais de fomento podem ter papel importante na preservação e na difusão da memória. Alguns caminhos possíveis:
- registro audiovisual e sonoro de histórias de vida e de saberes tradicionais;
- organização e digitalização de acervos comunitários, como fotos e documentos;
- publicações, exposições e roteiros de memória nos territórios;
- oficinas de educação patrimonial com escolas e comunidades;
- documentários sobre festas, ofícios e manifestações culturais.
Nesses projetos, é essencial respeitar as pessoas e comunidades envolvidas, garantindo autorização para uso de imagem e voz e devolvendo os resultados a quem compartilhou suas memórias.
Memória viva
Patrimônio não é algo parado no tempo. As tradições se transformam, se adaptam e ganham novos sentidos com as novas gerações. Apoiar a memória é também apoiar quem mantém essas práticas vivas no presente.
Ficou com alguma dúvida? Fale com a equipe da PNAB-DF pelo e-mail sac@pnabdf.org.br ou pelo WhatsApp (61) 99196-9207. Editais, regulamentos e inscrições ficam reunidos no portal portal.pnabdf.org.br.
